No princípio Deus criou o homem. Então, criou a mulher como uma ajudadora para juntos dominarem o restante da criação, caracterizando ela, como sua outra metade.

Na Grécia antiga, a mulher era vista como um “homem inacabado”. Fraca. O que a tornava, na visão dos gregos, incapaz de atuar na sociedade e tendo como única função a reprodução. Conceito muito comum em algumas culturas até os dias atuais, talvez mais ou menos acentuado.

Existem milhares de músicas, poesias, textos e livros que dizem a respeito das mulheres, mas vem cá, qual será a parte que é utopia e qual será realidade? O que será que se aplica aos tempos atuais, e o que será que já foi superado?

Em 1981, Erasmo já desmentia a nossa fama de sexo frágil. E quem lembra de Destiny’s Child de Beyoncé, Kelly Rowland e Michelle Williams, que em 2001 lançava o single “Independent Women” ?

Bey, dez anos depois, garantiu na letra de “Run the Word”, que quem manda no mundo são as garotas. E, Rita Lee ainda tirou uma onda quando compôs “Pagu” dizendo: “eu sou mais macho que muito homem”.

 –Yes we can!

Bom, antes que eu me perca nessa introdução histórica e musical, o que realmente quero falar é sobre a mulher moderna. Ahhhh a mulher moderna!!! (infinitos suspiros).

Nós chegamos ao ponto perfeito, o ponto ideal, em que não somos cobradas e não nos cobramos perfeição, delicadeza, destreza com assuntos domésticos, somos independentes, bem resolvidas, bem sucedidas, boas mães, boas esposas, boas em qualquer que seja a função que desejarmos realizar e realizamos com excelência! –  Ahhhh a mulher moderna!!!

– Realidade ou utopia?

O que vejo como a minha realidade, é que para eu chegar onde cheguei, foi preciso um esforço gigantesco das mulheres do passado, a minha mãe e avós e bisavós e tatas, tetras e hexas avós. Mulheres que quebraram barreiras e curaram estigmas, para que hoje as coisas fossem mais fáceis para mim, não é o ideal, apenas mais fácil que a vinte anos atrás.  E sabe do que mais? Sinto uma gratidão imensa por essas mulheres e talvez eu sinta a responsabilidade de fazer o meu papel em ser a “mulher ideal do século 21”.

– Eu tenho que ser independente, tenho que ser autossuficiente!

Você também sente isso?

Que sejamos conscientes dos nossos direitos civis, que sejamos conscientes da nossa capacidade intelectual e física, que sejamos conscientes do nosso papel em deixar o mundo mais fácil para mulheres dos próximos vinte anos, mas que não nos cobremos tanto, nós somos humanas. E a essência humana é o erro, a gente erra pra aprender a acertar e pra que outros não errem igual lá na frente, somos humanas e temos que aprender a não cobrar perfeição de nós mesmas mas buscar o que nos faz feliz.

De brinde o clipe que fala muito no meu coração a respeito desse assunto.

-Vem cá, compartilha com a gente sua opinião!

Texto de Larissa Moreira.
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